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domingo, 20 de abril de 2014

PASSEIO DE MOTO A TREMEMBÉ / SP (20 ABR 2014)

Hoje cedo fui até Tremembé (SP), uma cidade que tem um significado muito especial para mim.

Saindo de São José dos Campos (SP), segui pela a Via Dutra no sentido Rio de Janeiro. Entrei no acesso que leva a da Rodoviária de Taubaté (SP).

Nas proximidades da Rodoviária segui as placas de indicação até a estrada que vai de Taubaté a Tremembé.

A distância total na ida foi de 51 quilômetros, percorrida em 60 minutos.

Acredita-se que a história de Tremembé começou mais ou menos na mesma época em que começou a povoação de Taubaté, no início de 1600.

Antes disso, era a região era ocupada pelos índios Guaianazes.

Em 1669, o capitão-mor Manuel Costa Cabral obteve permissão para construir uma igreja em suas terras, onde já existia um capela desde 1660.

Assim surgiu a igreja do Senhor Bom Jesus de Tremembé, que por sinal, é o padroeiro da cidade. A primeira missa foi celebrada em 1672.

Com o passar do tempo, um vilarejo foi surgindo ao redor da igreja, e em 20 de Fevereiro de 1866 o povoado foi elevado a freguesia. Em 1891 foi elevado a Distrito de Paz e em 1896 a município. Em 1905 tornou-se cidade.

Minha primeira parada foi na Bica Nossa Senhora da Glória logo na entrada da cidade. Segundo informações que obtive, a fonte de água foi desativada por questões de contaminação da mesma. No local existe um pequeno jardim com algumas mesas e bancos. Bem agradável.


Em seguida parei na praça onde fica a antiga estação ferroviária (inaugurada em 1914) e a Igreja de São Sebastião.



Tirei algumas fotos local e depois fui até a praça onde se localiza a Basílica do Senhor Bom Jesus de Tremembé.


Por ser domingo de Páscoa, a basílica estava tão lotada que havia gente assistindo à missa do lado de fora. Foi impossível entrar para fotografar o interior dela.


Circulei por mais alguns pontos da cidade e retornei a São José dos Campos por um caminho diferente, pela Estrada Velha Rio-São Paulo, que passa por Taubaté, Quiririm, Caçapava e pelo Distrito de Eugênio de Melo, perfazendo 54 quilômetros em 70 minutos.


A principal festa da cidade ocorre na semana do dia 06 de agosto, que é a Festa do Senhor Bom Jesus de Tremembé. Durante a festa é possível apreciar a comida regional, que diga-se de passagem, é uma delícia, além das outras atrações.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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domingo, 24 de março de 2013

PASSEIO DE MOTO A REDENÇÃO DA SERRA / SP (24 MAR 2013)

Hoje de manhã fiz um passeio até Redenção da Serra (SP).


Redenção da Serra surgiu no início do século XIX, quando por ordem do governador da Província de São Paulo, o capitão-mor Francisco Ferraz de Araújo, sua esposa e um grupo de escravos.


Eles se instalaram uma fazenda próximo ao Rio Paraitinga. Durante a abertura de trilhas nas proximidades de lá, um dos escravos morreu, e o capitão-mor mandou colocar uma cruz de madeira naquele lugar.


Com o passar do tempo, pessoas que iam chegando e pedindo terras para cultivo ao capitão-mor, ele as dava no local onde estava a cruz de madeira. Pessoas começaram a se estabelecer ali, e logo foi construída uma capela. Começou então a surgir um povoado que era chamado de Paiolinho. Algum tempo depois, começaram a construir a Igreja Matriz da cidade, cuja construção terminou em 1902.
 

Um fato de destaque na cidade, é a mesma ter sido a primeira a libertar seus escravos no território paulista através da publicação da Carta da Ponte Alta (10 de Fevereiro de 1888), antes mesmo da assinatura da Lei Áurea.

A grande expansão da cultura de café na região alavancou a economia do povoado, que foi elevado a Distrito de Paz em 1860, e depois a município, em 08 de maio de 1877. Em 21 de Maio de 1934 perdeu a condição de município, tornando-se distrito, mas em 05 de Julho de 1935, voltou a ser município.

Em 30 de Novembro de 1944, através do Decreto-Lei 14334, a cidade passou a se chamar Redenção da Serra, uma homenagem ao fato histórico sobre a libertação dos escravos, mencionado acima.

Na década de 1970, resolveram construir uma usina hidrelétrica na cidade de Paraibuna, o que acabou alagando as cidades de Redenção da Serra e Natividade da Serra, fazendo com que as mesmas tivessem que ser reconstruídas em outro local. Em 24 de agosto de 1974, iniciou-se a reconstrução de Redenção da Serra em uma colina próxima. Da antiga cidade, resta a igreja matriz e um casarão.



Hoje, a economia de Redenção da Serra está voltada para a agropecuária e um pouco também do turismo. A cidade é considera a capital nacional da pesca esportiva. Redenção da Serra faz parte do roteiro turístico chamado Rota da Liberdade/Rota da Abolição (Tremembé, São Luiz do Paraitinga e Redenção da Serra).

Saí de São José dos Campos (SP) e segui pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em direção a Taubaté (SP) por cerca de 40 quilômetros. Em sua entrada principal, peguei o acesso para a Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) e segui nela por cerca de 21 quilômetros. Em uma rotatória, entrei a direita, pegando a rodovia Major Gabriel Ortiz Monteiro (SP-121), seguindo por mais 15 quilômetros aproximadamente.

A viagem durou cerca de 75 minutos em uma média de velocidade entre 60 e 90 quilômetros por hora, dependendo do limite de velocidade da estrada em que trafegava.

Passei primeiro pela cidade atual, parei na nova Igreja Matriz, Igreja de Santa Cruz, tirei algumas fotos do local.


Depois fui até a antiga Igreja Matriz, que é muito interessante.

Parei um tempo para descansar, depois fui tentar achar um lugar de onde pudesse tirar uma foto da cidade. Em seguida, iniciei minha viagem de volta.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


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