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domingo, 24 de março de 2013

PASSEIO DE MOTO A REDENÇÃO DA SERRA / SP (24 MAR 2013)

Hoje de manhã fiz um passeio até Redenção da Serra (SP).


Redenção da Serra surgiu no início do século XIX, quando por ordem do governador da Província de São Paulo, o capitão-mor Francisco Ferraz de Araújo, sua esposa e um grupo de escravos.


Eles se instalaram uma fazenda próximo ao Rio Paraitinga. Durante a abertura de trilhas nas proximidades de lá, um dos escravos morreu, e o capitão-mor mandou colocar uma cruz de madeira naquele lugar.


Com o passar do tempo, pessoas que iam chegando e pedindo terras para cultivo ao capitão-mor, ele as dava no local onde estava a cruz de madeira. Pessoas começaram a se estabelecer ali, e logo foi construída uma capela. Começou então a surgir um povoado que era chamado de Paiolinho. Algum tempo depois, começaram a construir a Igreja Matriz da cidade, cuja construção terminou em 1902.
 

Um fato de destaque na cidade, é a mesma ter sido a primeira a libertar seus escravos no território paulista através da publicação da Carta da Ponte Alta (10 de Fevereiro de 1888), antes mesmo da assinatura da Lei Áurea.

A grande expansão da cultura de café na região alavancou a economia do povoado, que foi elevado a Distrito de Paz em 1860, e depois a município, em 08 de maio de 1877. Em 21 de Maio de 1934 perdeu a condição de município, tornando-se distrito, mas em 05 de Julho de 1935, voltou a ser município.

Em 30 de Novembro de 1944, através do Decreto-Lei 14334, a cidade passou a se chamar Redenção da Serra, uma homenagem ao fato histórico sobre a libertação dos escravos, mencionado acima.

Na década de 1970, resolveram construir uma usina hidrelétrica na cidade de Paraibuna, o que acabou alagando as cidades de Redenção da Serra e Natividade da Serra, fazendo com que as mesmas tivessem que ser reconstruídas em outro local. Em 24 de agosto de 1974, iniciou-se a reconstrução de Redenção da Serra em uma colina próxima. Da antiga cidade, resta a igreja matriz e um casarão.



Hoje, a economia de Redenção da Serra está voltada para a agropecuária e um pouco também do turismo. A cidade é considera a capital nacional da pesca esportiva. Redenção da Serra faz parte do roteiro turístico chamado Rota da Liberdade/Rota da Abolição (Tremembé, São Luiz do Paraitinga e Redenção da Serra).

Saí de São José dos Campos (SP) e segui pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em direção a Taubaté (SP) por cerca de 40 quilômetros. Em sua entrada principal, peguei o acesso para a Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) e segui nela por cerca de 21 quilômetros. Em uma rotatória, entrei a direita, pegando a rodovia Major Gabriel Ortiz Monteiro (SP-121), seguindo por mais 15 quilômetros aproximadamente.

A viagem durou cerca de 75 minutos em uma média de velocidade entre 60 e 90 quilômetros por hora, dependendo do limite de velocidade da estrada em que trafegava.

Passei primeiro pela cidade atual, parei na nova Igreja Matriz, Igreja de Santa Cruz, tirei algumas fotos do local.


Depois fui até a antiga Igreja Matriz, que é muito interessante.

Parei um tempo para descansar, depois fui tentar achar um lugar de onde pudesse tirar uma foto da cidade. Em seguida, iniciei minha viagem de volta.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


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domingo, 3 de março de 2013

PASSEIO DE MOTO A SÃO LUIZ DO PARAITINGA / SP (03 MAR 2013)

Hoje de manhã fui até São Luiz do Paraitinga (SP).


A última vez que estive lá foi em Janeiro de 2009, quando a cidade ainda não tinha passado pela enchente do rio, que causou o desabamento de muitas construções centenárias, inclusive a igreja matriz da cidade.

Vamos conhecer um pouco sobre a história de São Luiz do Paraitinga...

No final do século XVIII, o Capitão Vieira da Cunha e João Sobrinho de Moraes demonstraram interesse em povoar a região dos "sertões da Paraitinga" e por isso, receberam do Capitão de Taubaté, Felipe Carneiro de Alcaçouva e Souza algumas sesmarias da Vila de Guaratinguetá.

Um tempo depois, pediram ao Governador, capitão-general D. Luís Antonio de Souza Botelho Mourão, autorização para fundar em uma região localizada entre Taubaté e Ubatuba, junto ao Rio Paraitinga, um novo povoado. Em 2 de Maio de 1769 a autorização foi dada.

O novo povoado recebeu o nome de São Luís e Santo Antonio do Paraitinga. A padroeira do povoado seria Nossa Senhora dos Prazeres. Em 8 de maio de 1769 o sargento mor Manoel Antonio de Carvalho foi nomeado fundador e governador do local.

Em 1773 o povoado foi elevado à condição de vila e em 30 de Abril de 1857 tornou-se cidade. Em junho de 1873 passou a se chamar Imperial Cidade de São Luís do Paraitinga.

São Luiz do Paraitinga, em seu início tinha como principal atividade econômica a agricultura e também era conhecida como entreposto de tropeiros.


Até os dias de hoje, São Luiz do Paraitinga mantém suas atividades econômicas centradas na agricultura e na pecuária. Além disso, é considerada uma estância turística do estado de São Paulo. É famosa por suas manifestações folclóricas e principalmente seu Carnaval, que é um dos mais famosos e concorridos da região do Vale do Paraíba. Tem também a conhecida Festa do Divino Espírito Santo. A cidade possui construções centenárias e oferece ainda ao visitante a possibilidade de realizar atividades de lazer, tais como: rafting, rappel, trekking, arborismo e outros.


Saí de São José dos Campos de manhã cedo. Peguei a Rodovia Presidente Dutra em direção a Taubaté (SP). Na entrada principal de Taubaté, peguei um acesso para a Rodovia Oswaldo Cruz, em direção a Ubatuba (SP). O percurso total durou cerca de 70 minutos e a distância total percorrida foi de aproximadamente 82 quilômetros (40 quilômetros de São José dos Campos à Taubaté, e 42 quilômetros de Taubaté a São Luiz do Paraitinga).


A cidade ainda se recupera da enchente ocorrida no passado, e vários prédios estão sendo restaurados, assim como a igreja matriz está sendo reconstruída.


Andei pelas ruas principais do centro histórico para ver como as coisas estavam e tirei algumas fotos.


Estava particularmente interessado na situação da igreja matriz que havia desabado durante a enchente, e pude constatar que o estrago foi enorme. Não sobrou praticamente nada. Felizmente, a igreja está sendo reconstruída. Vi que parte do material da antiga construção está sendo reutilizado.

Retornei para casa no final da manhã.

Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho