sábado, 13 de março de 2010

PASSEIO DE MOTO A SÃO FRANCISCO XAVIER / SP (13 MAR 2010)






Já faz algum tempo que estava querendo pegar uma estrada de terra que havia visto às margens na rodovia SP-50, para saber onde ela ia dar.

Indo no sentido São José dos Campos (SP) a Monteiro Lobato (SP), cerca de 200 metros antes de chegar ao Cisne Real Park, existe uma entrada à esquerda. Você passa por cima de uma ponte e vira a direita. É uma estrada de terra que pelo caminho, dá três opções ao viajante: ir direto até Monteiro Lobato, ir até São Francisco Xavier (SP) ou ir até a Cachoeira do Roncador localizada em São Francisco Xavier.

Optei por dar uma passada na Cachoeira do Roncador, que fica localizada em uma propriedade particular, contudo, o proprietário montou um restaurante e pelo que vi, acho que ele deve ter alguns chalés para alugar também. Cheguei lá, dei uma olhada em volta, nem desci da moto, e já fui embora.

Resolvi ir até São Francisco Xavier. Esta estrada de terra acaba na estrada SJC-150, que liga São Francisco Xavier a Monteiro Lobato.

Chegando no trevo de São Francisco Xavier, peguei uma entrada para a estrada SJC-160 (este não é o caminho para o centro da cidade), uma estrada de terra que ainda não sei onde acaba. Andei vários quilômetros e pelo caminho, passava por córregos e pequenos riachos cheios de pedra. A paisagem é bem legal e parei em alguns trechos para tirar algumas fotos. Como já eram 16:30 horas, resolvi dar uma passada na Cachoeira Pedro David. Retornei até o trevo de São Francisco Xavier, entrei na cidade, e peguei a estrada que vai em direção a Monte Verde (MG). Logo no início já encontrei a cachoeira.

Apesar de já ser fim de tarde, havia um monte de gente por lá, pois o dia estava bem quente.

A Cachoeira Pedro David é pública e o local está bem conservado. É bem popular, muito procurada aos finais de semana. Tem banheiros e vestiários, não sei em quais condições, pois não entrei lá.

Fiquei algum tempo por lá, tirei várias fotos e depois retornei para São José dos Campos.

Vale a pena dar uma passada por lá para conhecê-la.
( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PASSEIO DE MOTO A LAGOINHA / SP (11 JAN 2010)






Comecei a viagem com destino a Lagoinha logo após o almoço.

O dia estava bom, mas algumas nuvens de chuva já começavam a se formar no horizonte.

Saí de São José dos Campos (SP), pegando a Via Dutra. Segui até Taubaté (SP), onde peguei a entrada principal e em seguida a rodovia SP-125 (Oswaldo Cruz) que vai de Taubaté até Ubatuba (SP).

Na SP-125, depois de rodar aproximadamente uns 37 quilômetros, tem uma entrada à esquerda que dá acesso à rodovia SP-153, através da qual você chega a Lagoinha.

Lagoinha é uma cidade que surgiu praticamente em função do "tropeirismo". A construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição em 1863, deu início ao povoado. Algumas pessoas falam que a origem de seu nome deve-se à existência de um "pouso de tropa" ao lado de uma lagoa. Outros já falam que o nome deve-se a uma pequena lagoa de onde era obtida a água para um chafariz, localizado no povoado. Independente da versão, temos um ponto comum: a lagoa! Em 1880 recebeu o título de vila e em 1900 tornou-se município. Em 1934 perde a condição de município e torna-se um distrito. Passados alguns anos, novamente torna-se município em 1953.

Uma das atrações turísticas de Lagoinha é a Cachoeira Grande, com cerca de 30 metros de queda d'água. Logo após o quilômetro 18, existe uma ponte de madeira e à direita, tem uma entrada para uma estrada de terra. Depois de rodar 1200 metros, você chega na Cachoeira Grande, que fica em uma propriedade particular. No local existe um bar e também o pessoal de uma empresa que leva você para fazer tirolesa ou rappel na cachoeira. O local é bem bonito. Como hoje é segunda-feira, o bar estava fechado e o pessoal do rappel estava de folga.

Parei na cachoeira para tirar algumas fotos, peguei informações sobre as atividades de rappel, tomei novamente a estrada de asfalto e mais quatro quilômetros estava chegando no centro da cidade.

Lagoinha é bem pequena, com uma população de quase 5.000 habitantes. Na principal praça da cidade, ainda era possível ver o presépio de Natal. Visitei a igreja matriz, tirei mais algumas fotos e iniciei minha viagem de volta.

A distância total percorrida do centro de São José dos Campos até o centro de Lagoinha foi de aproximadamente 105 quilômetros.

Tirando o aspecto histórico-cultural, não vi muita coisa para se fazer na cidade. É um lugar calmo e gostoso. Ideal para você passar a tarde sentado em um barzinho conversando com os amigos.
( Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de uma aventura em moto, ou quer despertar o espírito aventureiro sobre duas rodas, recomendo o livro abaixo:

domingo, 10 de janeiro de 2010

PASSEIO DE MOTO A SANTO ANTONIO DO PINHAL / SP (10 JAN 2010)






Já fazia um bom tempo que não saía para um passeio de moto. Algumas semanas com gripe e esta chuva que não parava, impossibilitavam qualquer tentativa.

O domingo começou com poucas nuvens no céu e resolvi ir até Santo Antonio do Pinhal (SP), no Pico Agudo.

O Pico Agudo fica a aproximadamente 1634 metros de altura e praticantes de Vôo livre e "paraglider" da região estão sempre por lá. De cima é possível ver grande parte da região do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira.

Saindo de São José dos Campos (SP), peguei a estrada SP-50 que vai a Monteiro Lobato (SP) e de lá segui em direção a Santo Antonio do Pinhal. Em um trevo, antes de chegar a esta última cidade, existe uma rotária onde se pode pegar a estrada SP-42 que vai em direção a São Bento do Sapucaí (SP) e Sul de Minas Gerais, ou então continuar reto, onde você entrará na estrada SP-46 que leva em direção a Santo Antonio do Pinhal.

A distância entre o centro de São José dos Campos até a região central de Santo Antonio do Pinhal é de cerca de 75 quilômetros e dependendo do tráfego, a viagem demora de 60 a 90 minutos.

Assim que entrar em Santo Antonio do Pinhal, você verá uma igreja à direita, que é a Igreja de São Benedito. Logo após a igreja, entre à direita e siga sempre em frente por 7 quilômetros que você chegará ao Pico Agudo. Nos primeiros metros a estrada é asfaltada, passando a ser de terra em quase todo o percurso, com exceção de alguns trechos, onde é de blocos.

Quando cheguei lá já havia um pessoal preparando as asas delta para vôo. Fiquei algum tempo tirando fotografias e apreciando a paisagem. Uma dica: o pôr-do-sol visto deste local é incrível.

Saindo de lá, resolvi dar um “pulo” até a Estação de Trem Eugenio Lefèvre (construída em 1916) e ao Mirante Nossa Senhora Auxiliadora. Tirei mais algumas fotos e retornei para casa.

O prédio da estação é relativamente antigo, e está muito bem conservado. Lá dentro você encontra o Bolinho de Bacalhau e Cia, onde você pode saborear bons salgadinhos, inclusive o tal bolinho de bacalhau, que é uma delícia. Ainda dentro da estação tem o Empório da Serra, que é uma loja onde você encontrará mel e outros produtos regionais para comprar. O mais interessante, a estação funciona até hoje. Você pode fazer um passeio de trem até Campos do Jordão, que é muito legal.

O mirante Nossa Senhora Auxiliadora fica ao lado da estação e de lá você tem uma linda vista da região de Pindamonhangaba.

Embora ainda não tenha ido pessoalmente, me recomendaram o passeio até a Cachoeira do Lageado. Para quem gosta, existem também pesqueiros. Alguns hotéis / pousadas oferecem passeio em jipes 4X4 para os pontos turísticos da região.

Existem diversas opções de hospedagem e refeição em Santo Antonio do Pinhal, desde os mais simples até os mais sofisticados, todos de boa qualidade.

Minha opinião é de que Santo Antonio do Pinhal está se tornando uma boa opção em relação a Campos do Jordão, que está ficando muito lotado na época do inverno. É claro que não tem o mesmo “status”, mas é um lugar super “bacana”.
( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Desejo a todas as pessoas e especialmente aos irmãos motociclistas, um Feliz Ano Novo.

Que em 2010 possamos fazer mais passeios, conhecer mais pessoas, novos lugares, trocar a nossa moto por aquela outra mais legal que a gente já vem "namorando" há algum tempo, e mais, muito mais!

Abraços,

Will

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PASSEIO DE MOTO A MONTE VERDE / MG (15 NOV 2009)






Há alguns meses atrás, fiz um passeio de moto até São Francisco Xavier, um distrito da cidade de São José dos Campos (SP), na região da Serra da Mantiqueira, procurando por estradas de terra para passear. Encontrei uma estrada que ia na direção de Joanópolis (SP), mas não segui viagem, pois estava sem gasolina suficiente.

Na semana passada me lembrei novamente daquela ocasião e resolvi olhar no mapa para ver como chegar lá. No meio das minhas buscas, descobri que pela mesma estrada, poderia chegar até Monte Verde (MG).

Assim, comecei de manhã cedo a minha viagem em direção a São Francisco Xavier. Saindo de São José dos Campos (SP) pela estrada SP-50, segui em direção a Monteiro Lobato (SP) e de lá peguei a estrada Vereador Pedro David (SJC-150) para São Francisco Xavier. O dia não estava muito bom, mas decidi ir assim mesmo. A distância entre São José dos Campos e São Francisco Xavier, por este caminho, é de 55 quilômetros.

Chegando em São Francisco Xavier, parei no escritório de turismo para pegar algumas dicas e um mapa da região. O mapa dava a "dica" para pegar a Estrada Ezequiel Alves Graciano (SJC-214), que vai em direção a Joanópolis. Assim que você sai do centro de São Francisco Xavier, a estrada é pura terra. Antes de chegar a Joanópolis existem placas de indicação mostrando onde você deve entrar para chegar a Monte Verde. De São Francisco Xavier até Monte Verde são 53 quilômetros de distância. Você só voltará a ter estrada de asfalto, um pouco antes de chegar ao portal de entrada de Monte Verde, mas o asfalto tem tantos buracos, que a estrada de terra estava melhor.

A distância total entre São José dos Campos e Monte Verde, por este caminho, é de 108 quilômetros e o tempo de viagem beira 3 horas. A estrada de terra está em boas condições, mas tem alguns trechos em descida com muito pedregulho. Se não tomar cuidado você acaba caindo.

A história de Monte Verde começa com o Sr Grinberg, que em 1938, adquiriu terras na então região dos Campos do Jaguari, no município de Camanducaia (MG), para formação de uma fazenda. Com o passar dos anos, ele começou a ceder terras para que amigos construíssem suas casas em sua fazenda e assim se formou Monte Verde. Apenas uma curiosidade: o nome Grinberg, traduzido para o português significa MONTE VERDE.

Atualmente, Monte Verde é um distrito da cidade de Camamducaia (MG) e está a cerca de 1550 metros de altitude. Considerada a Suíça do Estado de Minas Gerais, seu recorde de temperatura negativa é -14 graus Celsius. É um lugar pequeno, mas muito legal.

A paisagem (e também o preço das coisas) de Monte Verde me lembrou muito Campos do Jordão (SP).

Monte Verde oferece várias opções para os turistas. Você pode alugar jipes, motos, quadriciclos e bicicletas para fazer passeios pelo local. Pode ainda fazer um vôo panorâmico pela região, fazer caminhadas por diversas trilhas nas montanhas e até patinar no gelo, em uma pista coberta.

A cidade oferece muitas opções para você comer, especialmente comidas típicas alemã, italiana e mineira. Não deixe de parar no restaurante Beija-Flor e pedir uma porção de pastéis de bacalhau e queijo. É simplesmente incrível.

Depois de almoçar, comprei algumas lembranças para levar para casa, dei umas voltas para conhecer a cidade, tirar fotos e peguei o caminho de volta. Na região de Joanópolis, começou o maior temporal. Parei para vestir minha roupa de chuva e segui viagem. Continuou a chover forte até a saída de Monteiro Lobato, depois a chuva parou.

O que mais me surpreendeu nesta viagem, foi a sinalização da estrada de terra. Existem placas de indicação (mesmo rústicas) por todo o caminho. Você não consegue se perder, mesmo que queira. Um detalhe importante: não é aconselhável levar pessoas na garupa nesta viagem.
( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de uma aventura em moto, ou quer despertar o espírito aventureiro sobre duas rodas, recomendo o livro abaixo:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PASSEIO DE MOTO A SALESÓPOLIS / SP (02 NOV 2009)






No ano passado eu havia ido para Salesópolis (SP) visitar o Museu Usina e em outra ocasião este ano, no Carnarock que é uma festa de um grupo de motociclistas de lá: Lobos da Nascente e Lobas da Nascente.

Estava querendo dar mais uma olhada por Salesópolis, para ver o que tinha de interessante por lá, e é claro, conhecer a nascente do Rio Tietê, que das outras vezes não foi possível conhecer.

Saindo de São José dos Campos (SP), peguei a Rodovia dos Tamoios no sentido Caraguatatuba (SP), até o ponto ela se encontra com a Rodovia Carvalho Pinto, pegando esta última em direção a São Paulo. No trevo de entrada para Jacareí (SP), existe também uma entrada para Santa Branca (SP). Peguei a entrada para Santa Branca e segui pela Rodovia Nilo Máximo (SP-77). Passei por Santa Branca e pela mesma rodovia, cheguei até Salesópolis.

A rodovia SP-77, no trecho entre Jacareí e Santa Branca está bem ruim. No trecho entre Santa Branca e Salesópolis está em boa parte com asfalto novo, mas em alguns trechos existe só meia pista para se transitar, por causa da estrada estar desbarrancando de um dos lados.

Chegando em Salesópolis, fui na direção da Usina, mas no meio do caminho vi uma placa para um outro lugar chamado Aterrado. Resolvi ir até lá para ver o que tinha. Na verdade, quando cheguei lá o pessoal me disse que o local se chama Represa do Aterrado. Realmente, é uma pequena barragem que separa um monte de água dos dois lados. Fiquei lá alguns instantes, tirei fotos e continuei minha viagem em direção à Usina.

Para chegar na Usina, você pega uma estrada de terra com cerca de 10 quilômetros de extensão. Motos como a minha, no estilo "trail", passam sem problemas. Motos de outros estilos vão dar um pouco de trabalho para o piloto. Uma dica: atualmente, para entrar na Usina de terça à sexta-feira, você paga R$ 4,00 e aos sábados a entrada é gratuita.

No portão de entrada da usina havia uma placa dizendo que eles estão abertos de terça-feira a sábado e era segunda-feira. Está bom. O lugar eu já conhecia mesmo e não faltarão oportunidades para voltar lá.

Dei uma passada pelo centro da cidade, tirei umas fotos da Igreja Matriz e me pus a caminho da nascente do Rio Tietê. Para chegar lá, você pega a Rodovia SP-88 em direção a Paraibuna (SP), cujo asfalto está muito bom. Entre os quilômetros 107 e 108 existe uma entrada à direita, bem sinalizada, para a nascente do Rio Tietê. Você segue por mais seis quilômetros em estrada de terra e chega lá.

Para entrar na nascente você paga R$ 2,00 e existe uma pessoa bem no lugar onde nasce o Rio Tietê, para dar algumas explicações. Você pode fazer algumas trilhas pelo meio da mata, mas logo na entrada já é alertado por um cartaz indicando que cobras, enxames de abelhas, lagartos e lagartas são comuns pelo caminho. O local possui um pequeno museu, banheiros e água potável. Tudo muito limpo, organizado e bem cuidado.

A água na nascente é tão limpa, que ao fotografar a nascente e olhar a imagem, você tem a impressão que apenas fotografou pedras sobre a areia.

Fiquei algum tempo por lá e depois iniciei a viagem de volta para casa.

Embora não tenha visitado a Usina Museu desta vez, eu já a conhecia e é um passeio que vale a pena fazer. Existe um guia especializado que sempre acompanha os visitantes, contando toda a história do lugar. Em um mini-laboratório no local, o visitante pode fazer algumas experiências científicas simples, que envolvem energia e magnetismo (para crianças é bem interessante). Você sobe uma escadaria até onde ficam as comportas e pode apreciar a vista ou tirar lindas fotos. As quedas d'água são muito bonitas. Depois visita a "casa de máquinas" onde poderá ver uma antiga turbina, que funciona até hoje. O local possui banheiros, água potável, é limpo e muito bem cuidado. Você pode comprar algumas lembranças em uma "lojinha" dentro da própria usina.

Se quiser fazer uma refeição, saindo de Salesópolis pela estrada SP-88 em direção a Paraibuna, existe um restaurante bastante concorrido chamado Nhá Luz. O local é simples, mas a comida é muito boa.

Um pouco mais a frente tem também a lanchonete e sorveteria Cachoeira da Porteira Preta (sede de um motoclube local), lugar legal e muito popular. Aproveite para tomar um banho nas cachoeiras.
( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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domingo, 1 de novembro de 2009

PASSEIO DE MOTO A MONTEIRO LOBATO / SP (01 NOV 2009)



O dia começou com o céu limpo e um sol muito bonito.

Havia planejado uma viagem até Guararema (SP). Nem chegamos a rodar 1 quilômetro sequer e tivemos um imprevisto. Guararema ficaria para outro dia.

Mudados os planos. Eu e os amigos Raul e Paula seguimos para Monteiro Lobato (SP) para almoçarmos lá.

O Raul disse que conhecia um caminho diferente para chegar em Monteiro Lobato e concordamos em fazê-lo. Saindo de São José dos Campos, indo pela estrada em direção ao clube Luso-Brasileiro, passamos a entrada do mesmo e continuamos por uma estrada de terra até chegar em uma rotatória, já na cidade de Caçapava. Nesta rotatória, existem diversas placas de indicação. À esquerda, uma estrada para Monteiro Lobato. Inicialmente ela é asfaltada e é de mão dupla, depois, começa a estreitar e temos passagem somente para um veículo. Finalmente, o asfalto acaba e se transforma em uma estrada de terra até quase as proximidades de Monteiro Lobato, quando voltamos a ter asfalto e pista de mão dupla. A estrada termina bem na entrada da cidade de Monteiro Lobato, em frente à Delegacia de Polícia.

A paisagem pelo caminho é muito bonita. Em um trecho de terra, estávamos no alto do morro, cercados pela floresta, quando ouvi um forte barulho de água e olhei para baixo. Uma cachoeira muito legal. Paramos as motos na beira da estrada e descemos o morro. Não sei como a cachoeira se chama, mas o local é muito bonito. Olhando ao redor, pudemos ver que a cachoeira começava muito antes de onde estávamos e ia muito mais adiante. Depois de tirarmos algumas fotos, subimos o morro de volta e seguimos viagem.

A Aldeia do Buquira, acabou se transformando no "Patrimônio da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Buquira" por volta de 1854. Em 1880 transforma-se no município de Buquira. Em 1948 o nome do município mudou para Monteiro Lobato, em homenagem ao escritor José Bento Monteiro Lobato, que morou em uma fazenda da região e onde escreveu alguns livros. A cidade conta com quase 4000 habiantes e suas principais atividades econômicas são o turismo, o artesanato e a agropecuária.

Chegamos ao centro da cidade por volta das 13:50 horas. Por sugestão da Paula, fomos almoçar no restaurante Tia Nastácia, localizado na Praça Comendador Freire. Como o restaurante estava lotado e havia uma lista de espera razoável para a mesa, resolvi ir até o outro lado da praça, na Torteria e Café Sabor Da Terra, comer um pedaço de torta e tomar um refrigerante. Embora não seja apreciador de frango, o pedaço de torta de frango com catupiry que eu comi estava uma delícia.

Voltei para o restaurante e depois de aguardarmos um bom tempo, conseguimos uma mesa. O restaurante é bastante concorrido, e com toda razão. A comida que eles servem é excelente e a quantidade de cada porção é capaz de satisfazer até os apetites mais vorazes.

Terminado o almoço, retornamos a São José dos Campos (SP) pela estrada SP-50.

Na minha percepção, Monteiro Lobato é um local adequado para ir passar um fim de semana ou mesmo umas férias sossegado. O ambiente da "roça" aliado à paisagem da montanha e às cachoeiras do local, tornam sua estadia perfeita.

Quando for a Monteiro Lobato, não deixe de fazer uma refeição no restaurante Tia Nastácia, ou tomar um café com torta no Sabor da Terra. Vale a pena.
( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

sábado, 31 de outubro de 2009

PASSEIO DE MOTO A GONÇALVES / MG (31 OUT 2009)






Findo meu passeio até Paraisópolis (MG) comecei minha viagem de retorno para São José dos Campos (SP). No caminho, vi uma entrada à direita para uma cidade chamada Gonçalves (MG) e que ficava somente a 13 quilômetros de distância de onde eu estava.

Resolvi entrar pela estrada para ver o que tinha por lá, e valeu a pena.

Localizado a cerca de 1350 metros de altitude, o município de Gonçalves está no topo da Serra da Mantiqueira.

A história da cidade começa por volta de 1878, com a doação de terras para a construção de uma capela, que depois acabou sendo mudada de local. Em 1909, o Capitão Antonio Carlos elevou Gonçalves a Distrito de Paz, trazendo ainda a agência dos Correios e o cartório de Registro Civil. Lavrou também em ata a fundação da Lira Nossa Senhora das Dores, existente até os dias de hoje. Em dezembro de 1962 tornou-se município.

Com pouco mais de 4000 habitantes, a cidade é minúscula, mas a paisagem do local é magnífica! No inverno, me disseram que a temperatura chega a -7 graus celsius.

Na parte turística, você pode fazer caminhadas ecológicas pelos picos e cachoeiras, além de tirar lindas fotos.

No centro da cidade existem alguns bons restaurantes, é claro, com comida típica da região.

Não deixe de dar uma passada nos bares: Café com Verso, Bar do Marcelo, Café Patchwork da Meméia. Três ambientes que na minha percepção, são bem diferentes, mas são muito legais.

Como já estava terminando o dia, resolvi encerrar em definitivo os passeios. O retorno a São José dos Campos foi bem tranqüilo.

Para amanhã (01/11/2009), estou pretendendo fazer um passeio até Guararema (SP). Será que o tempo vai continuar bom?
( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de uma aventura em moto, ou quer despertar o espírito aventureiro sobre duas rodas, recomendo o livro abaixo: