sábado, 19 de março de 2016

PASSEIO DE MOTO A GUARAREMA / SP (19 MAR 2016)

Hoje tinha um assunto para resolver em Jacareí (SP), e aproveitei a oportunidade para conhecer a Rodovia Henrique Eroles, que liga o trecho Jacareí - Guararema (SP).

Na verdade, se você seguir pela rodovia depois de Guararema, você vai acabar chegando em Itaquaquecetuba (SP).

O trecho entre Jacareí e Guararema tem cerca de 20 quilômetros. Neste passeio que fiz, a estrada estava em um estado de conservação bem aceitável e é uma boa opção para se chegar a Guararema, caso queira evitar as principais estradas.

Chegando em Guararema fui até o Recanto Pau D'Alho.



Fiquei por ali algum tempo tirando algumas fotos e me dirigi até a Estação Ferroviária da cidade que foi reativada. Existe um trem antigo que leva os turistas para passear.


Tirei algumas fotos do local e fui até a Igreja Nossa Senhora D'Ajuda.



Aproveitei para descansar um pouco, tirar mais fotos e retornei a São José dos Campos.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de uma aventura em moto, ou quer despertar o espírito aventureiro sobre duas rodas, recomendo o livro abaixo:

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

BOAS FESTAS

Aos amigos motociclistas, gostaria de desejar Boas Festas!

Que o ano de 2016 traga a todos melhores caminhos, novos rumos, e muitos passeios de moto!

Abraços,

Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 9 de agosto de 2015

PASSEIO DE MOTO A JACAREÍ / SP (08 AGO 2015 )

Hoje fiz um passeio até a cidade de Jacareí (SP).

Jacareí é uma cidade bem próxima a Sâo José dos Campos (SP), e normalmente, por passarmos frequentemente por lá, não damos atenção a pontos históricos da cidade, que por vezes guardam histórias interessantes ou curiosas.

Saí da região central de São José dos Campos e segui pela Avenida Bacabal, no bairro Parque Industrial, até chegar na Estrada Velha Rio-São Paulo. Segui por ela até chegar no centro de Jacareí.

A distância total percorrida na ida foi de 18 quilômetros, e o tempo de percurso de 28 minutos, obedecendo limites de velocidade e sinalização.

Jacareí surgiu como povoado por volta do ano de 1652, e naquela época ainda não tinha o nome Jacareí. Chamava-se Nossa Senhora da Conceição da Parayba.Tornou-se vila em 1653 e foi elevada a município no ano de 1849.

Desde o princípio, o povoado era ponto de passagem e descanso para aqueles que iam para as "Gerais" (Estado de Minas Gerais), beirando o Rio Paraíba e outros rios da região.

No final do século XVIII, com a chegada das lavouras de café na região, começou a aumentar a necessidade de se escoar a produção de uma maneira mais prática. E assim, em 1876, construiu-se a Estação Ferroviária de Jacareí, cujos prédios existem até hoje.

Encontrei várias versões sobre a mudança e origem do atual nome da cidade, mas nenhuma delas me convenceu o bastante para me arriscar a mencioná-las aqui.

Na breve pesquisa histórica que fiz sobre Jacareí, notei que lamentavelmente vários prédios antigos foram demolidos ao longo dos anos, acabando assim com parte do patrimônio histórico da cidade.

Segundo o último senso, Jacareí tem nos dias de hoje um pouco mais de 180 mil habitantes. A maior parte de sua economia se baseia nas indústrias, e um pouco na parte agropecuária.

Minha primeira parada foi a Praça Raul Chaves, onde se encontram os prédios da antiga Estação Ferroviária de Jacareí, construída em 1876. O local também é conhecido como Pátio dos Trilhos, e hoje abriga a Fundação Cultural de Jacareí, a Sala Mario Lago, que é um cine-teatro, e o Núcleo de Arqueologia local.



Em seguida fui até a praça Padre Anchieta, onde está localizada a Igreja Matriz da Imaculada Conceição, cuja construção inicial data do século XVII, tendo passado por reformas nos anos de 1805 e 1860.


Passei depois pelo Parque dos Eucaliptos e pela Igreja de São Sebastião (construída em 1745), também chamada de Igreja do Avarey.


Talvez o principal ponto turístico da cidade de Jacareí seja a Represa do Jaguari, que é um lugar muito bacana.


( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de uma aventura em moto, ou quer despertar o espírito aventureiro sobre duas rodas, recomendo o livro abaixo:

sábado, 6 de junho de 2015

PASSEIO DE MOTO ATÉ A ESTRADA DO SOL EM SALESÓPOLIS / SP (06 JUN 2015)

Fazia vários anos que estava ensaiando um passeio de moto pela Estrada do Sol, também conhecida como Estrada da Petrobras, em Salesópolis (SP).

A Estrada do Sol é uma estrada de terra que passa por dentro da Mata Atlântica, no Parque Estadual da Serra do Mar, ligando Salesópolis a Caraguatatuba (SP).


Se este não fosse um fim de semana prolongado por causa do feriado, onde muitas pessoas normalmente vão para a praia, eu até iria ao fim da estrada em Caraguatatuba, mas optei por evitar o excesso de turistas e fui somente até o mirante, que fica aproximadamente na metade da estrada, e voltei.

Saí de São José dos Campos (SP) e fui até Jacareí pela Estrada Velha Rio-SP. De Jacareí fui até Santa Branca, e de lá fui a Salesópolis. Este trecho de cerca de 55 quilômetros levou cerca de 60 minutos para ser percorrido.

Em Salesópolis abasteci novamente a moto apenas por segurança, peguei a Estrada do Sol, que logo em sua entrada mostrava uma grande faixa, indicando que a mesma estava interrompida na altura do quilômetro 25. Seguiria até onde fosse possível.


Nos preparativos para a viagem nos dias que a antecederam, consegui duas planilhas diferentes, uma feita no ano 2000 e outra do ano de 2004, indicando o caminho para fazer a viagem. Levei as duas comigo.

Logo na primeira bifurcação da estrada o problema surgiu: uma planilha orientava pegar a entrada à direita, enquanto a outra orientava a pegar a entrada à esquerda.

Optei pelas instruções da planilha mais antiga e segui viagem. Dei sorte, pois todos os pontos de referência que indicavam a planilha estavam lá, com precisão de menos de 10 metros de diferença.


Na altura do quilômetro 20, as condições da estrada começaram a piorar e no quilômetro 25, realmente havia grandes buracos causados por erosão e deslizamento de terra, que impossibilitariam um caminhão ou outro veículo grande de passar por ali, como indicava a faixa no início da estrada. Contudo, acredito que motos passariam por ali.

Cheguei até o mirante, que tem uma linda vista para a Serra do Mar.


Fiquei ali algum tempo, tirei algumas fotos, filmei, depois peguei a moto e passei por algumas estradinhas próximas para ver se levavam a algum lugar interessante e já comecei minha viagem de volta.

Outro dia farei o percurso completo até Caraguatatuba, que eu sei que tem cachoeiras pelo caminho.

Percorri um pouco menos da metade da estrada em 60 minutos, o que me leva a supor que a estrada inteira pode ser feita em aproximadamente duas horas.

Informações importantes para o motociclista: somente motos do tipo "trail" conseguem enfrentar esta estrada com facilidade. Não leve ninguém na garupa. Dos 31 quilômetros que percorri, a maior parte do tempo tive que pilotar em pé, pois o excesso de buracos, pedras e grandes pedregulhos não permitiam a pilotagem sentado.


Independente do desconforto da viagem, vale a pena encarar a Estrada do Sol.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de uma aventura em moto, ou quer despertar o espírito aventureiro sobre duas rodas, recomendo o livro abaixo:

domingo, 19 de abril de 2015

COM OS PÉS NA ESTRADA NOVAMENTE - PASSEIO DE MOTO ATÉ A REPRESA DO JAGUARI EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS / SP ( 19 ABR 2015 )



Depois de ficar 5 meses sem poder fazer um passeio de moto sequer, por conta de um problema de saúde, aproveitei o feriado prolongado para fazer uma passeio bem curto, até a Represa do Jaguari em São José dos Campos (SP).

A partir do bairro Telespark, peguei a estrada do Jaguari que vai até Jacareí (SP), mas no meio do caminho virei em uma estrada de terra à direita, que leva a um conjunto de chácaras à beira da represa.


Na década de 1980 eu adquiri uma dessas chácaras, mas o proprietário da área que as vendeu tinha algum tipo de impedimento ou problema, fazendo com que algumas das chácaras fossem compradas de volta pelo vendedor, e por minha escolha, eu devolvi o imóvel, recebendo de volta meu dinheiro.


Hoje fui lá para ver como está o lugar, e embora existam muitas casas construídas, ainda está bem abandonado. Para conseguir manter algum imóvel por ali, somente se você tiver caseiro, senão, provavelmente vai ter problemas com furtos. Ainda acho que tomei uma boa decisão no passado, ao desfazer o negócio que fiz por ali.

Depois de andar por ali algum tempo tirando algumas fotos, retornei para casa.

A região da Represa de Jaguari tem alguns locais bem agradáveis, longe da desagradável "muvuca" que se ajunta próxima das comportas, já na cidade de Jacareí. Basta procurar um pouco que você conseguirá encontrar lugares agradáveis para ficar.

Existem outros lugares bem bacanas para se fazer um passeio de moto em São José dos Campos, que estarei publicando aqui no futuro.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS

Aos companheiros de viagem conhecidos e ainda não conhecidos, desejo um feliz Natal e que o ano de 2015 seja repleto de paz, saúde, dinheiro, prosperidade e muitos passeios.

Abraços,

Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 3 de agosto de 2014

PASSEIO DE MOTO A GUARAREMA / SP (03 AGO 2014)

Hoje cedo, eu e os amigos Raul e Paula, fizemos um passeio de moto até Guararema (SP).


O dia estava ensolarado. O vento estava um pouco frio, mas isso não foi nenhum impedimento para que fizéssemos o passeio.

Saímos de São José dos Campos (SP) e fomos até Jacareí (SP) pela Estrada Velha Rio-São Paulo.

De lá, tomamos a estrada Nilo Máximo (SP-77) que leva até Santa Branca (SP), mas no meio do caminho, onde ela cruza com a Rodovia dos Trabalhadores, entramos nesta última para chegarmos a Guararema.

Nosso primeiro ponto de parada foi um local chamado Recanto do Pau D'Alho, um dos mais belos pontos turísticos da cidade, bem no centro. O local possui quiosques, bancos, decks com vista panorâmica e pontes que cruzam o rio Paraíba do Sul, dando acesso até as ilhas.


Apenas a título de curiosidade, o nome Guararema em tupi-guarani quer dizer Pau D'Alho, uma árvore que era abundante na região e cuja madeira exala cheiro de alho.


Depois visitamos a Igreja Nossa Senhora D'Ajuda, construída em 1682. Em seu interior é possível ver a imagem de Nossa Senhora D'Ajuda, provavelmente feita em terracota. Esta igreja foi tombada como monumento Histórico-Arquitetônico pelo CONDEPHAAT.


Na volta, resolvemos seguir por uma estrada de terra que nos levou até a parte de trás da rodoviária de Santa Branca. A partir daí, retornamos a São José dos Campos.

( Texto e fotos: Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

quinta-feira, 19 de junho de 2014

MINHA MOTOCICLISTA FAVORITA

Hoje faço aqui uma homenagem à minha mãe, Carmen Flora Tavares Negrini, minha motociclista favorita.

Adorava ver minha mãe pilotando sua moto.

Se hoje eu sou um motociclista, é graças a ela.

Jamais esquecerei daquele Verão de 1977, quando eu tinha 12 anos de idade. Viajaríamos de carro a Ubatuba, e achamos melhor deixar a moto na casa de minha avó. Depois de eu insistir muito, minha mãe permitiu que eu levasse sua motocicleta, uma Yamaha RD 75 amarela, da garagem de nosso apartamento até a casa de minha avó, que ficava bem próxima.

Minha paixão pelo motociclismo surgiu de imediato.

Depois disto, minha mãe me levou para passear várias vezes de moto.

Em 1984, com 20 anos de idade, já tinha minha própria moto, uma Yamaha RD-Z 125, e levava minha mãe para passear algumas vezes.

Um dia, depois de pegarmos uma grande tempestade, a moto escorregou na lama e por pouco não caímos. Segurei a moto, apoiando-a pelo escapamento em minha perna direita, o que provocou uma queimadura profunda e uma grande infecção. Quase perdi a perna por conta disto. Depois deste acontecimento, minha mãe nunca mais quis sair de moto.

Há algumas semanas, entre o final de Abril e início de Maio/2014, insisti com minha mãe para fazermos um passeio de moto até a estação de trem Eugenio Lefèvre, em Santo Antonio do Pinhal (SP).

Iríamos até um barzinho que existe lá chamado Bolinho de Bacalhau e Cia, que faz um bolinho de bacalhau magnífico. Em seguida passaríamos pelo Mirante Nossa Senhora Auxiliadora, que fica ao lado. Ela concordou!

Depois, até tentaria convencê-la a ir até o Pico Agudo, que fica na mesma cidade, de onde se pode avistar boa parte do Vale do Paraíba, mas só de conseguir que ela fizesse uma passeio de moto comigo eu já estaria feliz.

Como ela iniciaria um tratamento médico em Maio/2014 que provavelmente a debilitaria durante algum tempo, combinamos que assim que ela estivesse um pouco mais fortalecida, faríamos o passeio.

Infelizmente ela veio a falecer em 20/05/2014, decorrente de complicações em seu estado de saúde.

Embora ela não esteja mais aqui, cumprirei o combinado daqui a algum tempo.

Quero ver se familiares e amigos querem ir até Santo Antonio do Pinhal para comer o bolinho de bacalhau, e em seguida ir até o Mirante de Nossa Senhora Auxiliadora, onde farei uma oração por ela.

Eu irei de moto, é claro! E o lugar na garupa já está reservado para ela, que eu tenho certeza que virá de onde estiver, para fazer o passeio comigo.

Wilson Luiz Negrini de Carvalho